Paraguai é alvo de uma intensa atuação de diplomacia e comércio promovida pela China, que busca ampliar a influência no país, atual aliado de Taiwan. No foco estão visitas de lawmakers paraguaios a cidades chinesas, com promessas de investimentos, tecnologia e oportunidades comerciais. A revisão de alianças acontece em meio a tensões regionais entre Beijing, Taipei e Washington.
Ligados ao governo e à oposição, diversos parlamentares e jornalistas participaram de viagens financiadas ou organizadas com a participação de consulados chineses, segundo relatos. As visitas incluíram encontros com autoridades locais, visitas a fábricas e demonstrações de tecnologia, além de viagens de alto padrão. A finalidade anunciada é mostrar as vantagens de estreitar laços com a China.
Paraguai, com população de cerca de 6,4 milhões, mantém vínculos diplomáticos com Taiwan, que hoje é seu último aliado regional. A mudança de reconhecimento seria considerada simbólica para Beijing e pode influenciar o equilíbrio regional. O governo de Santiago Peña reafirmou o apoio a Taipei, enquanto analistas apontam fragilidades políticas internas que podem afetar decisões de políticas estrangeiras.
Cenário político e impactos
Paraguai tem assinado acordos de defesa com os EUA e participado de iniciativas de Washington, incluindo missões de cooperação tecnológica e econômica. Em paralelo, há relatos de aumento de visitas de parlamentares e formadores de opinião à China desde 2023, com maior ritmo no ano passado e previstas para março. Os impactos econômicos caminhariam pelo comércio e por investimentos.
A embaixada de Taiwan e o ministério das Relações Exteriores de Taiwan disseram que a China tenta atrair seus aliados, enquanto a China sustenta que o intercâmbio é de mão dupla e visa interesses de longo prazo. O retorno de informações sobre as origens das visitas não é totalmente verificado pela Reuters, segundo as informações disponíveis.
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