A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, voltou a enfrentar críticas por seus posicionamentos sobre Oriente Médio, marcando novo episódio de controvérsia após discursos que foram interpretados como abandono parcial do atual order normativo internacional. A série de declarações ocorreu em contexto de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com repercussões entre capitais europeias.
O discurso de von der Leyen, feito no Parlamento Europeu, gerou mal-estar por ter sido visto como alinhamento próximo a Washington ou Tel Aviv sem o devido respaldo do direito internacional. Em Bruxelas e outras capitais, autoridades destacaram a importância do quadro de normas e a necessidade de coordenação entre os Estados membros.
Ao longo dos dias subsequentes, o clima na UE ficou tenso. Fontes diplomáticas indicaram leitura ambígua de suas palavras, que motivaram pedidos de esclarecimentos por parte de embaixadores e governos. Habituada a ter voz ativa em política externa, a presidente enfrentou cobranças por supostos excessos de protagonismo.
Reações e esclarecimentos
Países europeus manifestaram preocupações com a possibilidade de desbordar competências da União. França enfatizou a necessidade de atuação conforme subsidiariedade e tratados. Em contraste, Espanha relembrou episódios passados que marcaram a relação com o tema do uso da força externa.
O gabinete de von der Leyen respondeu que não houve extralimitração, afirmou o papel de liderança externo da Comissão e garantiu o compromisso com o direito internacional. Contudo, speeches no Parlamento continuaram a provocar debates entre a sociedade civil e representantes dos Estados-membros.
Contexto e desdobramentos
Diversas fontes ressaltaram a percepção de que a líder europeia adota postura mais política em sua segunda gestão. A tensão envolve também disputas internas com a chefe de Política Externa, a estoniana Kaja Kallas, e receios sobre a coerência entre discurso e ações da UE.
Entre aliados e críticos, a avaliação é de que o alinhamento com interesses de grandes potências não pode comprometer princípios da ordem baseada em normas. Em meio às críticas, permanece o compromisso formal da UE com o direito internacional e com a solução de dois Estados.
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