Cuba anunciou que permitirá que nacionais que vivem no exterior, incluindo nos Estados Unidos, invistam e possuam negócios na ilha. A informação foi dada pelo vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga, que também comanda o ministério do Comércio Exterior, em entrevista à NBC News.
A mudança ocorre dias após Havana reconhecer conversas com a administração Trump sobre política econômica. O governo cubano afirmou que está aberto a relações comerciais fluidas com empresas americanas e com cubanos residentes nos EUA e seus descendentes.
Abertura aos emigrantes é sensível para o regime comunista, que historicamente receia a presença de parte da diáspora. Em 2021, cubanos na ilha já podiam abrir negócios privados, mas quem está fora do país continuava impedido. Mais de 1 milhão de cubanos deixaram a ilha desde 2021.
Novo capítulo para investimentos
Cuba enfrenta dificuldades econômicas agravadas pelo bloqueio dos EUA, que já cortou suprimentos de petróleo e gerou apagões e escassez de combustíveis, alimentos e medicamentos. O governo diz que a medida pode estimular investimentos e dinamizar setores privados.
Segundo a autoridade entrevistada, o bloqueio complica a atração de investimentos estrangeiros, inclusive de ex-cubanos. A expectativa é de que o governo divulgue oficialmente as mudanças na política de investimento ainda nesta segunda-feira.
Entre na conversa da comunidade