Um ataque com misseis atingiu a escola primária Shajarah Tayyebeh, no sul do Irã, na manhã de 28 de fevereiro. Mais de 170 pessoas morreram, entre elas várias crianças, em um episódio que suscitou repúdio internacional e acusações entre potências envolvidas no conflito.
A ofensiva ocorreu em conjunto com um ataque a uma base naval próxima, segundo imagens de satélite. Autoridades dos EUA indicaram que as operações visavam bases da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) ao longo da costa de Hormozgã, para impedir o fechamento do Estreito de Hormuz. A ação envolveu o uso de mísseis Tomahawk, conforme registro de operações.
Investigação e versões em disputa
O grupo de investigação Bellingcat afirmou que o vídeo analisado aponta para a participação de Tomahawk no ataque à escola, contestando a versão de autoria de terceiros. Diversos atores negaram envolvimento direto, enquanto o governo dos EUA sinalizou investigação sobre possíveis falhas na identificação de alvos.
Autoridades dos EUA atribuíram responsabilidade a diferentes partes envolvidas, com o presidente e o ministério da defesa ressaltando esforços para evitar ataques a civis. O Irã responsabilizou EUA e Israel, e Israel negou qualquer ligação com o ataque. O rascunho de uma apuração preliminar do The New York Times relata que dados desatualizados de inteligência teriam levado ao erro, mas a apuração segue em andamento.
Quadro legal e desdobramentos
Especialistas apontam que escolas são alvos civis protegidos por direito internacional humanitário, devendo ser identificadas com máxima cautela. A situação levanta questões sobre precauções e responsabilidade, além de exigir investigação independente para eventuais responsabilizações.
O Pentágono confirmou a abertura de uma investigação formal sobre o incidente, que continua em curso. O caso permanece sob escrutínio internacional, com chamadas à apuração rápida, exaustiva e confiável.
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