O confronto em Cisjordânia se intensifica desde o início da guerra entre Israel e Irã, em 28 de fevereiro. Ao todo, pelo menos nove palestinos foram mortos por ataques de colonos desde então, segundo organizações de direitos.
Na noite de 8 de março, em Khirbet Abu Falah, uma turba de colonos abriu fogo contra moradores que tentavam socorrer uma família atacada. Dois palestinos foram mortos, aldeia próxima ficou sob tensão e veículos ficaram danificados.
Poucos dias depois, em 10 de março, Omar Hamayel observava o olivar onde primos dele foram baleados. O ataque deixou dois mortos entre os residentes da localidade, e um terceiro falhou em ser socorrido devido a barreiras militares.
Contexto e padrões de violência
A Organização B’Tselem aponta que os ataques de colonos vêm se repetindo com maior frequência desde o início da guerra. Pelo menos oito palestinos morreram por tiros de colonos, e outros episódios somam dezenas de feridos, segundo autoridades palestinas.
Em Jumsa, no vale do Jordão, colonos atacaram a comunidade beduína na madrugada de sexta-feira, resultando em feridos, hospitalizações e roubos de ovinos e pertences. Estudos de ONG locais indicam que a coordenação entre colonos e forças militares é comum em alguns casos.
Em Qusra, outro ataque resultou na morte de Amir Odeh, de 28 anos, que protegía seu rebanho. Além dos animais, terras e plantações sofrem com roubos e ataques reiterados, pressionando moradores a abandonar áreas agrícolas tradicionais.
Implicações e leitura internacional
Analistas ressaltam que a violência acontece em um cenário de maior atenção internacional aos ataques contra a população palestina. Organizações de direitos humanos descrevem a violência como parte de uma política de expulsão de terras.
Entre 2023 e 2025, milhares de palestinos ficaram sem segurança em Cisjordânia, com dezenas de ataques conduzidos por colonos acompanhados de ações militares. Dados de ONG locais indicam um padrão de impunidade e dificuldade de responsabilização.
A repressão e os desalojos alimentam uma sensação de insegurança constante entre moradores de várias localidades, incluindo Taybeh, onde casas foram danificadas e veículos incendiados por grupos de colonos, conforme relatos de residentes.
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