A presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, agradeceu o que chamou de gesto de aproximação do rei Felipe VI após a visita à exposição de mulheres indígenas que o México enviou à Espanha no outono. Ela afirmou que houve um reconhecimento de avanços na relação bilateral desde aquelas tensões pela interpretação histórica da Conquista.
Sheinbaum apontou que, diferente de anos anteriores, já houve reconhecimento de uma carta enviada pelo presidente López Obrador que requeria perdão de Espanha pelos abusos do período. Ela explicou que esse passo ajuda a “descongelar” o relacionamento entre os dois países.
Mudança no tom entre Madrid e Cidade do México
O movimento diplomático não surpreendeu plenamente. Nos últimos meses, ambos os governos têm traçado sinalizações para suavizar o choque político causado pela interpretação da colonização. Albares, ministro espanhol das Relações Exteriores, reconheceu em outubro passado a injustiça enfrentada pelos povos originários.
A atuação da cultura como ponte
A diplomacia cultural tem sido prioridade constante, com gestos como o reconhecimento público de injustiças e atos de cooperação. Exposição visitada pelo rei foi um marco, repetido durante outros eventos de destaque, incluindo reconhecimentos a instituições mexicanas em premiações internacionais.
Exemplos de cooperação recente
Entre as ações, Espanha concedeu os Prêmios Princesa de Asturias a Graciela Iturbide (Artes) e ao Museo Nacional de Antropología, em sinal de aproximação. Em outra frente, o intercâmbio cultural ganhou impulso com eventos como a FIL de Guadalajara e a participação de México e Espanha nessas plataformas.
Panorama para o curto prazo
Laços diplomáticos devem seguir evoluindo com novas iniciativas culturais e encontros de alto nível. Não houve declarações sobre prazos, apenas a reafirmação de um caminho de reconciliação que já começou a ganhar tração entre as duas nações.
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