Em Hong Kong, o incêndio no complexo habitacional Wang Fuk, em Tai Po, ocorrido em novembro, causou 168 mortes e mobilizou uma comissão independente. O painel liderado por um juiz começou as audiências para apurar as causas e as falhas de segurança no local. Fatores humanos teriam deixado ineficazes quase todos os procedimentos de proteção contra fogo, segundo o advogado principal.
A comissão, criada pelo chefe do Executivo, John Lee, busca indicar medidas preventivas para evitar tragédias similares. As sessões visam também esclarecer a possível prática de bid-riging por parte de contratantes e incorporadores em obras públicas e privadas na cidade.
Cenas de CCTV e vídeos de moradores, gravados antes e durante o incêndio, foram exibidos para análise. Familiares de vítimas acompanham as sessões em busca de respostas sobre as causas e sobre por que os alarmes falharam. Outros moradores questionam os motivos da interrupção de dispositivos de segurança.
Contexto da apuração
O advogado Victor Dawes apresentou cinco problemas centrais, incluindo o desligamento de alarmes em sete blocos e a remoção de janelas de escadas para acesso de andaimes. Segundo Dawes, mangueiras e redes não retardantes foram utilizadas de forma inadequada.
Desdobramentos e próximos passos
Dawes informou que a equipe de investigadores já recebeu quase 1 milhão de documentos, fotos e vídeos. O juiz David Lok comanda as audiências, que continuam a avaliar as causas do incêndio e a extensão de irregularidades em obras na cidade. Autoridades também ressaltam que as investigações continuam com apuração técnica e evidências coletadas.
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