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França vê risco de violência no fim de semana e mobiliza 70 mil agentes

Governo francês prevê novos distúrbios durante manifestações convocadas por grupos radicais para sábado (31)

Pessoas encobertas por uma densa nuvem de gás lacrimogêneo em uma rua arborizada. No centro, um homem de casaco azul e máscara no rosto chuta algo no chão, enquanto outros manifestantes, muitos de preto e com máscaras, aparecem ao fundo perto de placas de trânsito.
Manifestante tenta chutar uma bomba de gás lacrimogêneo durante protesto em Lyon, na França, no sábado (24/10) (Crédito: Olivier Chassignole/AFP)

O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, afirmou que o próximo sábado (31) apresenta um risco muito elevado para a ordem pública e que o país deve mobilizar novamente 70 mil agentes de segurança para conter possíveis distúrbios.

Nuñez disse a jornalistas nesta quinta-feira (29) que diversos grupos radicais convocaram, pelas redes sociais, manifestações violentas para sábado, data em que também se celebra o Halloween. Segundo ele, a resposta das forças de segurança deverá ser “extremamente firme”.

O ministro destacou o risco de distúrbios durante a noite, especialmente após o término das manifestações tradicionais.

“Estamos vendo muitos apelos para manifestações vindos do movimento sindical, da extrema-esquerda radicalizada e de certos sites radicalizados dos ‘Coletes Amarelos’, instigando as pessoas a participarem de manifestações nas vias públicas a partir das 20h (do dia 31 de outubro) em muitas cidades da França, acompanhados de várias mensagens que são, digamos, bastante radicais”, afirmou.

“O dia 31 de outubro representa um risco muito alto para a ordem pública”, acrescentou.

O Ministério do Interior informou que 410 mil pessoas participaram das marchas no último sábado (24), quando as autoridades mobilizaram 70 mil policiais. O reforço ajudou a evitar a repetição dos saques e atos de vandalismo registrados em diversas cidades em 17 de outubro.

Líderes sindicais e estudantes convocaram novos protestos para 31 de outubro e uma greve nacional para 5 de novembro. Segundo os organizadores, a insatisfação com os salários, o custo de vida e os serviços públicos está se espalhando para além do movimento estudantil, que começou a se mobilizar no mês passado.

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