A princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, afirmou nesta sexta-feira que se arrepende da amizade com Jeffrey Epstein. A declaração ocorre após a divulgação de milhões de documentos do Departamento de Justiça dos EUA que expõem vínculos entre o financista e membros da família real, além de políticos e empresários noruegueses.
Os arquivos revelam comunicação frequente entre Mette-Marit e Epstein, que já havia se declarado culpado em 2008 por aliciar menor de idade. A princesa também ficou quatro dias hospedada na mansão de Epstein em Palm Beach, em 2013, durante uma viagem particular.
A monarquia e o governo reagiram à nova leva de informações. O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre afirmou que Mette-Marit respondeu às perguntas sobre o relacionamento, reconhecendo a falha em verificar o histórico dele com mais detalhamento.
Repercussões
Em 2011, um e-mail divulgado mostra Mette-Marit dizendo ter pesquisado Epstein no Google e concordando com a avaliação de que a situação não parecia boa, seguido de um emoji de sorriso. Ela disse não se lembrar do motivo do envio.
Haakon, marido de Mette-Marit, afirmou apoio à esposa em momento difícil, destacando que o casamento enfrenta dias bons e ruins e que a família deve enfrentar o desgaste com diálogo. A princesa, de 52 anos, não foi acusada de crime.
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