O governo do Irã negou qualquer negociação com os Estados Unidos, segundo informações divulgadas nesta terça. Enquanto isso, Israel disse que manterá ataques contra alvos no Irã e no Líbano, em resposta a ações consideradas hostis. Autoridades iranianas afirmaram, nas redes sociais, que não há acordo em curso com Washington.
Ghalibaf, chefe do parlamento iraniano, tratou as negociações como falsas para manipular mercados, segundo suas declarações. O líder parlamentar representa a linha dura do regime islâmico e já foi comandante da Guarda Revolucionária. Não houve confirmação oficial de contatos entre os governos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não comentou publicamente as declarações feitas por Donald Trump sobre negociações. Relatos dizem que o premiê conversou com o vice-presidente americano, JD Vance, a respeito de termos de possível acordo, sem que haja confirmação oficial de tratado.
Ações militares e desdobramentos
O exército de Israel informou ter realizado ataques extensos contra alvos militares no Irã. A ofensiva teria incluído mais de cem bombas contra bases da Guarda Revolucionária e das forças paramilitares Basij. Segundo dados militares, 330 lançadores de mísseis iranianos teriam sido destruídos em 24 dias de conflito, equivalendo a parte expressiva do arsenal prévio do Irã.
Em território disputado, um estilhaço de míssil iraniano caiu no pátio de uma escola em um assentamento israelense na Cisjordânia, conforme relatos locais. No norte de Israel, um foguete lançado pelo Hezbollah atingiu uma área próxima a um ônibus, ferindo duas pessoas, com um homem de 50 anos em estado grave.
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