A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, selou nesta terça-feira um acordo de livre comércio com a Austrália, assinado com o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese. O acordo reduz tarifas para a maior parte dos bens da UE e para as exportações agrícolas, fortalecendo laços comerciais.
O tratado visa diversificar as parcerias estratégicas da UE diante de tensões globais crescentes e ampliar o acesso a mercados cruciais no Indo-Pacífico. A Comissão Europeia estima que a poupança em tarifas chegue a €1 bilhão por ano, com possível crescimento de até 33% nas exportações na próxima década.
Na prática, as tarifas sobre alimentos e bebidas vão evoluir para zero em itens como queijos, vinhos, frutas, chocolates e produtos processados ao longo de três anos. Regras de salvaguarda permitem frear impulsos de importações sensíveis da Austrália.
Aspectos econômicos-chave
Além da agricultura, o acordo abre acesso a matérias-primas estratégicas, incluindo alumínio, lítio e manganês, e mantém parte do imposto sobre automóveis de luxo australiano. Espera-se incremento de exportações da UE em setores como laticínios, veículos e produtos químicos.
O acordo também envolve cooperação em segurança e defesa, com o anúncio de uma parceria entre Bruxelas e Canberra. Von der Leyen afirmou que, apesar da distância, ambos estão alinhados na visão de mundo e em objetivos de parceria.
As negociações ocorrem em um contexto em que, desde 2025, tratados com México, Suíça e Indonésia foram firmados, e o acordo com o Mercosul está provisionado para aplicação parcial a partir de maio. Novas negociações já estão em pauta com diversos países da região.
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