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Governo Trump pagará US$1 bi à TotalEnergies para abandonar projeto eólico

Estados Unidos pagará US$ 1 bilhão à TotalEnergies para desistir de projetos de eólica offshore, com recursos realocados para combustíveis fósseis

FILE - A sign for the French company TotalEnergies is displayed at headquarters March 21, 2025, in La Defense business district outside of Paris.
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O governo dos Estados Unidos poderá pagar 1 bilhão de dólares à TotalEnergies para a empresa desistir de dois contratos de energia eólica offshore nos EUA. O acordo envolve o governo e a gigante francesa, e marca nova fase da oposição à energia eólica hidrelétrica no país, sob a gestão de uma administração anterior.

A TotalEnergies concordou em desistir, de forma efetiva, das licenças para projetos offshores na Carolina do Norte e em Nova York. Em troca, receberá o reembolso das taxas de aluguel e destinará o dinheiro adquirido a projetos de combustíveis fósseis, segundo comunicado da empresa.

A companhia afirmou que não vê mais interesse no desenvolvimento de parques eólicos no país e que o reembolso das licenças financiará uma usina de gás natural liquefeito no Texas e o reforço de atividades de óleo e gás. A promessa é de um uso de capital considerado mais eficiente nos EUA.

Detalhes das licenças e valores

A Carolina Long Bay, na Carolina do Norte, foi adquirida em 2022 por cerca de 133 milhões de dólares, com potencial para gerar mais de 1 gigawatt, suficiente para abastecer cerca de 300 mil residências. O acordo incluía também uma licença em Nova York e New Jersey, comprada no mesmo ano, por cerca de 795 milhões de dólares.

O projeto do litoral de Nova York e New Jersey previa até 3 gigawatts de energia limpa, com alcance para quase um milhão de residências. A TotalEnergies atua em grandes empreendimentos de offshore wind na Europa e na Ásia.

Contexto político e governamental

A administração de Donald Trump tem intensificado a oposição a projetos de wind energy offshore, embora decisões judiciais federais tenham desfeito parte dessas interrupções. Em 2023, pelo menos cinco planos foram suspensos, inclusive um empreendimento da Ørsted, da Dinamarca, sob justificativas de segurança nacional.

O Departamento do Interior destacou o acordo com a TotalEnergies como uma “solução inovadora” que evita subsídios ideológicos a um setor considerado instável pelo governo. Um representante da pasta afirmou que os contribuintes não pagarão por políticas que inviabilizam a energia limpa.

Reação de grupos ambientalistas

Grupos ambientais criticaram a operação, classificando-a como um suposto pagamento para interromper projetos de energia limpa. Observadores afirmam que o acordo pode atrasar o avanço de fontes renováveis na região leste do país.

Especialistas em energia ressaltam que a região nordeste depende de fontes diversificadas para manter a oferta estável de eletricidade, especialmente diante de aumentos recentes nos preços do gás natural. As implicações econômicas e ambientais da decisão seguem sendo discutidas entre autoridades e comunidades locais.

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