O Ministério da Defesa da Ucrânia informou que a Rússia lançou quase 400 drones de longo alcance contra o país durante a noite, em sua maior ofensiva em semanas. A ofensiva continuou pela manhã de terça-feira, com dezenas de drones mirando a capital, Kyiv, durante o dia.
Além dos drones, as forças russas tiveram atuação com mísseis de cruzeiro e balísticos, atingindo pelo menos 10 locais no país. A ofensiva ocorreu enquanto Moscou intensificava tentativas de romper defesas na frente de combate.
Pelo menos cinco pessoas morreram e 27 ficaram feridas durante os ataques noturnos, segundo autoridades. Centros residenciais, bem como infraestrutura de transporte e energia, foram alvos declarados pelas autoridades ucranianas.
Na região de Poltava, dois mortos e 12 feridos, incluindo uma criança de cinco anos em UTI, foram registrados. Em Kharkiv, um passageiro de 61 anos morreu quando o vagão de um trem foi atingido por um drone.
Em Zaporizhzhia, o governador regional confirmou um caso fatal e pelo menos nove feridos em um ataque com mísseis e drones. Já em Kherson, outra pessoa foi morta em sua residência, segundo autoridades locais.
Desdobramentos e defesa
Antes dos ataques, o presidente Volodymyr Zelenskyy alertou, em seu discurso diário, sobre possíveis ataques massivos por parte da Rússia e reforçou a necessidade de proteção adicional.
Segundo a força aérea ucraniana, os ataques superaram o uso de 400 drones, com 23 mísseis de cruzeiro e sete balísticos atingindo várias regiões. Zelenskyy destacou a importância de reforçar a defesa aérea e cumprir acordos de proteção de civis.
Frente de batalha e avaliação
A frente de cerca de 1.250 quilômetros, entre as regiões leste e sul, tem visto a preparação de uma nova ofensiva russa com o aumento de tropas e equipamentos pesados, conforme relatos das autoridades. O comando das Forças Armadas da Ucrânia informou 619 ataques em quatro dias, em diferentes pontos da linha de contato.
O Instituto para Estudos da Guerra (ISW) aponta que a ofensiva de primavera-verão da Rússia estaria em curso, após escaladas desde 17 de março. Observadores destacam que a evacuação de unidades reforça o possível início de grandes operações.
Contexto e próximos passos
As autoridades ucranianas continuam a receber apoio internacional, enquanto negociações diplomáticas não apresentaram cessar-fogo até o momento. A Rússia não aceitou a oferta de cessar-fogo de Kyiv, e esforços internacionais têm se concentrado em defesa e apoio a Ucrânia.
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