Os Estados árabes do Golfo disseram ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, na quarta-feira, 25, que os ataques iranianos à infraestrutura civil representam uma ameaça existencial, podendo configurar crimes de guerra, segundo o chefe de direitos humanos da ONU.
A crise envolve o Irã e uma escalada de ataques com drones e mísseis contra redes de energia e alvos civis na região. O Conselho debate uma moção que condena os ataques não provocados, busca reparações e solicita monitoramento da situação pelo escritório do Alto Comissariado.
Entre os signatários estão Kuwait, Emirados Árabes Unidos e outros membros do Golfo, que denunciam uma tentativa de desestabilização da ordem internacional. A retórica enfatiza o impacto na segurança regional e no direito internacional.
Reações e próximos passos
O Irã sustenta sua resposta, afirmando que mais de 1.500 civis morreram em ataques envolvendo Israel e os Estados Unidos. O representante iraniano na ONU em Genebra reforça a narrativa de combate a um inimigo comum.
Além disso, o Irã convocou uma sessão de emergência sobre um ataque fatal a uma escola primária, marcada para sexta-feira, para tratar da situação local. O Koordenação da ONU já destaca a necessidade de contenção e de evitar novas escaladas.
Volker Türk, responsável pelos direitos humanos da ONU, pediu que as partes encerrem os ataques contra civis e infraestrutura. Ele classificou o cenário como extremamente perigoso e imprevisível, ressaltando a possibilidade de crimes de guerra se comprovadas deliberações.
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