O governo dos Estados Unidos apresentou ao Irã um plano de 15 pontos para encerrar o conflito, segundo reportagens do New York Times e da tevê israelense Channel 12.
A proposta foi enviada ao governo iraniano por meio do Paquistão, que mantém relações diplomáticas com os dois lados.
Entre as exigências, o plano pede o fim do desenvolvimento de armas nucleares, a entrega de todo o urânio enriquecido e o desmantelamento de instalações estratégicas.
Também prevê o rompimento do Irã com grupos armados na região e limites para mísseis e alcance de armamentos.
Outra peça central é a garantia de que o Estreito de Ormuz permaneça aberto, assegurando a passagem de cerca de 20% do petróleo mundial.
Em contrapartida, o documento propõe o fim de sanções internacionais e apoio ao desenvolvimento civil do programa nuclear iraniano.
Detalhes do plano e reações oficiais
A Casa Branca e o Departamento de Estado não confirmaram oficialmente o conteúdo. O texto não prevê mudança de regime no Irã, alvo de ataques de EUA e Israel desde 28 de fevereiro.
O Channel 12 cita que os negociadores americanos defendem um cessar-fogo de um mês para avaliação.
Paralelamente, a Organização Marítima Internacional informou ter recebido garantias do Irã de que navios não hostis podem transitar pelo Estreito de Ormuz com segurança, desde que respeitem as regras vigentes.
O documento iraniano destaca passagem segura para embarcações que não participem de ações contra o Irã.
O conflito teve início com ataques coordenados a território iraniano, alegando lentidão nas negociações sobre o programa nuclear. Em resposta, o Irã fechou o estreito e lançou ofensivas contra Israel, bases americanas e infraestruturas no Oriente Médio.
Autoridades iranianas apontam mais de 1.300 mortos; a ONG HRANA estima acima de 3.200 mortes, incluindo civis, militares e não identificados. As cifras variam conforme a fonte.
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