O Japão planeja reduzir a importância de sua relação diplomática com a China em 2026. No relatório anual de diplomacia, o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi quer classificar a relação como estratégica e de benefício mútuo, em vez de uma das mais importantes. Em 2025, a configuração era justamente essa última.
Desde outubro do ano passado, quando Takaichi assumiu, o governo japonês tem protagonizado atritos com Pequim. O desentendimento ganhou força após declarações sobre Taiwan, que reacenderam tensões entre os dois países.
Reação chinesa e condição para retomada
O Ministério das Relações Exteriores da China sinalizou que ainda há espaço para reparar os vínculos, desde que o Japão se retrate das falas sobre Taiwan. O porta-voz destacou que a trajetória de normalização depende do cumprimento de compromissos bilaterais e do respeito a documentos políticos entre China e Japão.
Segundo a autoridade chinesa, o atual ambiente decorre das declarações de Takaichi que provocaram indignação na China e desafiaram a ordem regional estabelecida após a Segunda Guerra. Para avançar, o Japão precisa agir com responsabilidade e adotar medidas concretas para restabelecer a base política das relações.
Entre na conversa da comunidade