O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que a guerra entre EUA e Irã confirma a necessidade de manter o arsenal nuclear do país. Em discurso à Assembleia Popular Suprema, ele afirmou que a situação atual comprova que Pyongyang fez a escolha correta ao não abandonar as armas nucleares.
Kim chamou Washington de agressor e disse que o status nuclear norte-coreano é irreversível. A fala acontece após semanas de tensão na região e de declarações que defendem a deterrência nuclear como garantia de segurança.
A postura ocorre em meio a sinais de retomada de diálogo entre EUA e Coreia do Norte, com abertura para negociações variando conforme o reconhecimento de Pyongyang como potência nuclear. Recentemente, o presidente americano sinalizou possibilidade de negociações, desde que haja condições para desnuclearização.
Contexto internacional
A Coreia do Norte atribui vulnerabilidade de países não nucleares ao poder militar dos EUA, e argumenta que arsenais nucleares equilibram essa relação. O governo norte-coreano também destacou a necessidade de manter a capacidade de dissuasão.
Desdobramentos diplomáticos
No começo do mês, o primeiro-ministro da Coreia do Sul participou de reunião não programada no Salão Oval com Trump, para discutir retomada de diplomacia com Pyongyang. A conversa tratou de estratégias e resposta ao desenvolvimento de armas norte-coreanas.
Olhar sobre testes recentes
A mídia estatal norte-coreana divulgou lançamentos de mísseis de cruzeiro de um novo navio de guerra e exercícios com foguetes de capacidade nuclear, em posição de demonstração de força. Autoridades classificaram os testes como resposta a tensões regionais.
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