O complexo de operações envolvendo um cargueiro russo, o Arctic Metagaz, teve continuidade nesta semana, quando autoridades líbias anunciaram que o navio danificado seria rebocado para a costa oeste do país. O cargueiro, com LNG a bordo, ficou à deriva no Mar Mediterrâneo há cerca de três semanas após um suposto ataque com drones marítimos. O objetivo é evitar um desastre ambiental na região.
A Guarda Costeira da Líbia informou que uma corda de reboque foi fixada ao casco danificado enquanto o navio era conduzido para uma zona segura próximo a Zuwara, no litoral oeste líbio. O Conselho Nacional de Petróleo da Líbia afirmou que trabalha com a italiana Eni para trazer a embarcação à costa e prevenir danos ambientais.
Autoridades russas responsabilizam a Ucrânia, alegando ataque com drones perto de águas de Malta, mas Kiev não comentou as acusações. Também não se pode afastar a hipótese de mau funcionamento técnico. O WWF alerta para riscos ambientais significativos em uma área vulnerável do Mediterrâneo.
Reboque para a costa oeste
Todos os tripulantes foram evacuados com segurança no momento do incidente, segundo as informações oficiais. A embarcação está associada ao que é chamado de “shadow fleet” da Rússia, envolvendo navios que transportam combustíveis fósseis sob sanções internacionais impostas após a invasão de Ucrânia em 2022.
Contexto e impactos ambientais
Segundo o WWF, ventos e correntes teriam levado o Arctic Metagaz para a costa líbia, elevando preocupações sobre contaminação de ecossistemas marinhos ricos em biodiversidade. As autoridades enfatizam que a operação visa evitar derramamentos e danos à faixa costeira. A investigação sobre as causas permanece em andamento.
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