Durante uma investigação do Washington Post, surgem alegações de que o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, teria tirado o sigilo de reuniões ministeriais da UE para contatar autoridades russas. A denúncia aponta que informações confidenciais teriam sido repassadas a Moscou em diversas ocasiões.
A Comissão Europeia afirmou que as informações são extremamente preocupantes e pediu esclarecimentos oficiais de Budapeste. Um porta-voz destacou que o tema requer respostas rápidas e transparentes para esclarecer os fatos.
Segundo uma fonte de segurança, a presença da Rússia em estratégia de alto nível na UE seria antiga e sistemática. A Comissão iniciou apuração interna para avaliar o impacto dessa suposta troca de informações.
Contexto e histórico
Péter Szijjártó já visitou Moscou 16 vezes desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 2022, de acordo com registros oficiais húngaros. Em paralelo, a Hungria tem se oposto a parte de um empréstimo da UE de 90 bilhões de euros para Kyiv, alimentando tensões com Bruxelas.
O premiê polonês Donald Tusk afirmou ter suspeitas antigas sobre a conduta de alguns ministros em reuniões da UE e disse que evita expor discussões sensíveis em voz alta durante as sessões. O episódio eleva preocupações sobre cooperação e transparência.
Reações e desdobramentos
As autoridades húngaras ainda não apresentaram esclarecimentos formais sobre as acusações. Szijjártó reconheceu contatos com autoridades russas e afirmou que tais contatos são parte da prática diplomática comum, sem detalhar os motivos. Não houve confirmação de outros encontros com representantes de países aliados.
A crise também reforça o debate sobre a segurança europeia e a coesão da UE frente a pressões externas. Pesquisas recentes apontam que a maioria dos europeus está preocupada com conflitos próximos, aumentando a pressão por respostas claras das instituições.
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