O grupo extremista Forças Democráticas Aliadas (ADF) continua a atuar no leste da República Democrática do Congo (RDC), provocando mortes, saques e deslocamentos. Na segunda quinzena de março de 2026, cerca de 50 civis foram mortos e mais de 31.600 pessoas passaram a buscar abrigo fora de suas casas.
Membros das ADF atacaram os vilarejos de Muchacha e Babesua, na província de Ituri. Muchacha registrou 35 mortes, enquanto Babesua teve 15 vítimas, conforme a coordenação da sociedade civil de Ituri. Os ataques deixaram igrejas vazias e estruturas destruídas.
Ataques noturnos em Muchacha e nova onda em Babesua
Em Muchacha, o ataque ocorreu entre 11 e 12 de março, com relatos de assassinatos, saques e sequestros. Em Babesua, em 16 de março, dez pessoas foram mortas e casas, veículos e acampamentos de mineração foram incendiados. Igrejas, escolas e centros de saúde ficaram fechados.
Reação oficial e resposta humanitária
O governo da RDC condenou as ações, anunciou que o ataque havia sido reivindicado pelo Estado Islâmico e reiterou o compromisso de combater os grupos terroristas. O reverendo Kitika confirmou a ausência de atividades religiosas no domingo seguinte e a fuga de moradores para outras localidades.
Deslocamento e assistência às famílias
Relatórios indicam que cerca de 31.600 pessoas se deslocaram para Bafwasende, Mangurejipa e outras regiões. Igrejas locais passaram a acolher crianças deslocadas, com relatos de crianças buscando abrigo em instituições religiosas.
Controle das áreas e desdobramentos
A FARDC informou ter retomado o controle de Muchacha em 24 de março, após confrontos perto de minas de ouro de propriedade chinesa. Vídeos mostraram aldeias vazias e comunidades desertas após os ataques.
Contexto e apelos humanitários
A violência persiste em áreas próximas à Reserva Natural de Okapi, próxima à fronteira com Uganda, onde há atividade de mineração. Organizações humanitárias ressaltam a necessidade de proteção civil, acesso a serviços básicos e apoio a deslocados.
Fonte e contexto institucional
As informações refletem dados da coordenação da sociedade civil de Ituri, autoridades governamentais da RDC, Rádio Okapi e agências humanitárias. As fontes destacam o agravamento da violência e o impacto sobre comunidades locais.
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