Simin Soheilinia, cristã de origem muçulmana, permanece desaparecida desde o início do conflito no Irã. Ela estava presa na Prisão de Evin, em Teerã, e completou 48 anos no dia 21 de março, longe da família e sem contato externo. Detida desde setembro de 2025, ela retornou ao Irã após a morte do pai e agravamento da saúde da mãe.
A família afirma não ter notícias desde o início do confronto, tempo em que a guerra elevou o risco para cristãos detidos no país. Simin foi presa por supostos crimes ligados à participação em uma igreja doméstica, tipificados pelas autoridades como ato contra a segurança nacional. Inicialmente levada para Qarchak, acabou transferida para Evin.
Situação nas prisões e contexto
Desde o agravamento do conflito, relatos indicam deterioração das condições e suspensão de visitas, atendimentos médicos e comunicação com familiares. Detentos cristãos continuam sob vigilância rigorosa, com relatos de alimentação precária e controles mais severos.
Outras detenções envolvendo cristãos que retornam ao Irã ou participações religiosas no exterior também têm sido usadas como base para acusações relacionadas à segurança nacional. A cobertura internacional aponta para um aumento da pressão sobre comunidades cristãs.
Perspectivas e próximos passos
A situação de Simin evidencia os riscos enfrentados por presos por motivos religiosos no Irã. O caso é destacado por organizações de monitoramento e pela comunidade cristã, que chama atenção para a vulnerabilidade de detentos durante o conflito.
A organização Portas Abertas trabalha para mobilizar apoio e cobrar esclarecimentos sobre o paradeiro de Simin, além de defender direitos de pessoas detidas por sua fé. O assunto é tema de ações de oração e de mobilização de fiéis.
Entre na conversa da comunidade