O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou em X que as manifestações do governo dos EUA sobre o Brasil nesta semana revelam preocupação com as eleições deste ano. Ele citou um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA e mencionou apoio do secretário de Estado Marco Rubio, sugerindo que o país está atento a pressões contra a divulgação de informações no Brasil.
Eduardo informou que, para ele, o relatório expõe táticas usadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, com apoio do atual governo. Segundo ele, esse cenário nos EUA seria considerado grave e pode impactar o reconhecimento da eleição brasileira por um país considerado farol da liberdade.
O Departamento de Estado dos EUA informou que acompanha com sérias preocupações decisões judiciais e ações do governo de Lula que, segundo o órgão, restringem a liberdade de expressão. A nota aponta monitoramento de medidas que visam impedir críticas e bloquear informações em redes sociais ligadas a empresas americanas.
A fala de Eduardo também ganhou uma segunda abordagem em entrevista ao SBT News. O ex-parlamentar sugeriu que as ações judiciais no Brasil podem justificar novas medidas sob a Lei Magnitsky contra Moraes e outro ministro do STF, sem identificar o segundo nome.
Segundo ele, o relatório cita censura associada a decisões para suspender contas e informações de pessoas de direita, o que seria descrito como desequilíbrio eleitoral. Afirmou ainda que censura atrapalha o acesso da sociedade a conteúdos relevantes durante o processo eleitoral.
Magnitsky de novo
A referência à Lei Magnitsky envolve sanções a autoridades acusadas de violações de direitos humanos ou corrupção grave, com congelamento de bens e restrições econômicas. Ao todo, Moraes já foi alvo de sanções anteriores ligadas a esse arcabço legal, conforme relato.
A Gazeta do Povo procurou o STF para comentá-lo, sem obter retorno até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais sobre o assunto.
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