A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial, já retornou ao seu país após autorização da Justiça do Rio de Janeiro. Ela foi liberada para deixar o Brasil com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica.
O episódio ocorreu em 14 de janeiro, em um bar da Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, na zona sul do Rio. Páez discutiu com funcionários por uma cobrança suposta indevida e proferiu termos pejorativos contra um dos empregados.
Segundo a promotoria, a advogada repetiu ofensas a outros dois funcionários, o que configuraria três crimes de injúria racial. A sequência de ações ficou registrada em câmera de segurança.
Após a reintegração ao país de origem, Páez recebeu autorização para retornar com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira, mantendo, porém, o andamento do processo. Ela chegou a ficar detida por algumas horas em fevereiro.
A Justiça determinou o pagamento de uma fiança de 97 mil reais, equivalente a 60 salários mínimos, para que ela pudesse deixar o Brasil. A decisão foi proferida pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, sob relatoria do desembargador Luciano Silva Barreto.
Desdobramentos legais
A liminar permitiu a saída da advogada, que continuará respondendo ao processo pela injúria racial. A atuação de Páez no caso foi alvo de imagens gravadas pela segurança do bar e analisadas pela vara responsável. O caso segue aberto até a conclusão das apurações.
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