Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, está no centro de uma investigação com a participação do Crown Prosecution Service (CPS), equivalente ao Ministério Público britânico. O órgão presta orientação às forças policiais que apuram a conduta do ex-príncipe.
O inquérito envolve possíveis ligações de Andrew com o financista Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 em uma prisão federal de Nova York enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais. O CPS confirmou assistência investigativa preliminar à polícia de Londres e à polícia de Thames Valley.
Andrew foi detido em seu aniversário de 66 anos, em 19 de fevereiro, e liberado após cerca de 11 horas sob custódia. Ele foi preso pela Polícia de Thames Valley sob suspeita de conduta irregular no exercício de função pública, tendo a residência no Sandringham House sido alvo de rondas.
O inquérito tenta apurar se Andrew repassou documentos confidenciais do governo britânico a Epstein durante o período em que atuou como enviado especial de comércio (2001-2011). Também surgem denúncias separadas de que Epstein teria levado uma mulher ao Reino Unido para encontro sexual com o ex-príncipe.
Desenvolvimento da investigação
A polícia analisa se há possibilidade real de condenação antes de levar o caso adiante. O CPS informou que continua a oferecer orientação preliminar à Metropolitan Police Service e à Thames Valley Police, conforme solicitado, para homens de 72 e 66 anos envolvidos.
Andrew nega qualquer irregularidade. O CPS destacou que pode apoiar outras apurações, se necessário, conforme o andamento das investigações.
Medidas e contexto
As investigações ocorrem em meio à perda de títulos reais de Andrew, decisão tomada pelo irmão, e ao histórico familiar envolvendo Elizabeth II. As autoridades seguem reunindo evidências para esclarecer as ligações com Epstein e possíveis repasses de informações confidenciais.
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