O Papa Leão XIV criticou, nesta segunda-feira, 13, violações do direito internacional por potências consideradas neocoloniais, durante uma viagem pastoral pela África. A fala ocorreu no momento em que o pontífice visitava a Argélia e fazia cobranças sobre a paz e o diálogo entre nações.
O pontífice, que é o líder da Igreja Católica e tem cerca de 1,4 bilhão de fiéis, afirmou aos líderes argelinos que viaja como testemunha da paz. Ele destacou que o futuro pertence àqueles que não se deixam corromper pelo poder ou pela riqueza, e que a dominação de outras partes do mundo tende a causar danos globais.
O Vaticano não citou países específicos na crítica, mas o discurso acompanha críticas globais recentes à violência e às guerras. Leão XIV também tem sido crítico de conflitos envolvendo o Irã e declarou, em outro momento recente, a necessidade de paz no mundo.
Durante o voo de Roma a Argel, informou à Reuters que vai manter a postura de se manifestar contra a guerra. Ele reiterou que não quer entrar em debate com Trump, mas continuará a defender diálogo e relações multilaterais.
Continuidade de posicionamento
A viagem papal está entre as mais exigentes dos últimos anos, com roteiro por 11 cidades na Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, somando quase 18 mil quilômetros em 18 voos. O objetivo é chamar a atenção internacional para a situação da África.
Na Argélia, Leão XIV pediu aos governos locais que construam sociedades baseadas na justiça e na solidariedade, especialmente diante de violações do direito internacional e de tendências neocoloniais. A fala ocorreu antes de encontros com autoridades do país.
O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, disse que a turnê busca temas como exploração de recursos, diálogo inter-religioso e combate à corrupção. Em Camarões e Guiné Equatorial, governos com críticas de direitos humanos foram citados como contextos para debates.
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