O setor europeu de drones enfrenta um atraso em relação à velocidade da tecnologia, segundo especialistas de inovação tecnológica. A organização NextGen Robotics atua como guarda-chuva de projetos que apoiam empresas europeias de drones e de segurança associada. A ideia é fortalecer capacidades de vigilância, defesa e operações com drones, especialmente diante de um cenário de guerra híbrida.
Kasper Aagaard, diretor de desenvolvimento da Erhvervshus Fyn, aponta que a tecnologia existe, mas a dificuldade está na regulação europeia e na implementação prática dessas regras. Afirmou que a União Europeia precisa avançar com regras claras para facilitar o crescimento de soluções de segurança, incluindo sistemas anti-drone.
A ilha dinamarquesa de Funen (Fynia) figura como polo de excelência na robótica e em aplicações de drones, integrada ao plano de recuperação e resiliência do governo dinamarquês. O objetivo é ampliar a capacidade de produção local e levar tecnologias ao mercado mundial, dentro de um arcabouço regulatório em evolução.
Segundo Aagaard, os investimentos públicos e privados realizados desde 2021 já somam mais de 90 milhões de euros no setor. Ele ressaltou que, apesar do montante, o patamar de investimento é baixo em comparação com outros países, citando que os EUA e a China concentram volumes significativamente maiores em startups de tecnologia de drones.
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