A China está recrutando talentos tecnológicos diretamente no ensino médio, pulando a universidade. Grandes empresas do setor já adotam essa prática desde 2019, priorizando criatividade e capacidade de aprendizado sobre diplomas oficiais. A estratégia ganha corpo como prática deliberada.
Empresas como Huawei mantêm o programa Genius Youth para jovens prodígios. Em Shanghai, uma incubadora ligada ao fundador da ByteDance busca formar 30 pesquisadores entre 16 e 18 anos anualmente. A Geely oferece estágio no último ano do ensino médio com mentoria dos executivos.
A Tencent mantém desde 2019 o Spark Program, dedicado a atrair estagiários com alto potencial. Também há um programa de verão exclusivo para 10 alunos do ensino médio, segundo a cobertura da Sixth Tone.
Casos em destaque
Essas iniciativas ampliam o conceito tradicional de recrutamento, que costumava exigir formação universitária. Grandes empresas de tecnologia na China avaliam habilidades práticas, projetos e potencial de pesquisa desde cedo. A mudança indica uma nova avaliação de mérito no setor.
Especialistas apontam que o movimento pode acelerar avanços em IA e computação, ao mesmo tempo em que desafia estruturas de formação. Observadores ressaltam a necessidade de acompanhamento educacional e proteção a jovens talentos para evitar exploração.
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