O Papa Leo XIV chegou a Yaoundé na quarta-feira para uma visita pastoral de três dias. Ele cobrou dos líderes locais a recuperação da credibilidade pública ao enfrentar a corrupção. O apelo ocorreu no palácio presidencial, diante do presidente Paul Biya.
O Vaticano descreve a missão como voltada à reconciliação e à integridade das instituições. O discurso do pontífice destacou a necessidade de romper as amarras da corrupção para fortalecer a confiança na governança.
A viagem marca a primeira visita papal ao Cambojo desde 2009, em meio a um governo de Biya, reeleito em 2025, e a um conflito separatista no país desde 2017. Mantém-se sob escrutínio internacional a gestão pública.
Visita ao pós de Yaoundé e agenda inicial
Mais tarde, Leo XIV visitou o orfanato Santa Teresa, em Yaoundé, onde encontrou crianças e cuidadores. A visita mobilizou moradores que cercaram o local para ver o Papa.
Na quinta-feira, o Papa participa de um encontro pela paz em Bamenda, cidade atingida pela violência desde o início do conflito. Em Bamenda, autoridades anunciaram uma trégua de três dias antes da chegada.
O Vaticano informou que o líder celebra missa em Douala na sexta-feira. Estima-se que até 600 mil pessoas participem da cerimônia, num país onde católicos respondem por cerca de 29% da população.
Contexto regional e impacto
A crise anglófona intensifica os desafios de governança em Camarões. Organizações internacionais apontam prejuízos humanos e sociais decorrentes do enfrentamento entre forças estatais e grupos separatistas.
Especialistas destacam que a presença papal visa ampliar o diálogo entre governo, igreja e comunidades afetadas pela violência. O papel da igreja é visto como importante para facilitar negociações locais.
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