Desde o fim de março, tensões entre o Vaticano e a administração Trump aumentaram, após o papa Leão 14 criticar a guerra no Irã e dizer que líderes que promovem conflitos enfrentam rejeição divina. O presidente dos EUA reagiu com ataques diretos ao pontífice.
A crítica do papa ocorreu durante o Domingo de Ramos, quando afirmou que Deus rejeita as orações de quem move guerras e que os cristãos do Oriente Médio sofrem as consequências de um conflito brutal. A declaração ocorreu na Praça de São Pedro.
Em 12 de abril, Trump atacou Leão 14 pela forma como aborda a política externa dos EUA, chamando o papa de fraco com a criminalidade e citando que deveria focar menos em política. A reação do Vaticano ganhou eco internacional.
Reação do pontífice
No dia seguinte, Leão 14 respondeu aos ataques dizendo que não teme o governo americano e que continua firme na defesa da paz. Em viagens pela África, o papa reforçou que sua atuação não é política, mas voltada ao diálogo e à cooperação internacional.
Durante a visita africana, o pontífice enfatizou a importância de não usar o Evangelho para justificar conflitos e ressaltou que a busca pela paz deve sobrepor interesses. A mensagem destacou a necessidade de multilateralismo.
Novas imagens e desdobramentos
Entre 13 e 15 de abril, Trump gerou polêmica ao publicar imagens geradas por inteligência artificial que o mostravam em situações religiosas, depois apagando a publicação. O episódio gerou debates sobre uso de tecnologia e linguagem simbólica.
No dia 16 de abril, o presidente voltou a criticar Leão 14, afirmando que o Irã não pode dispor de armas nucleares. A declaração ocorreu em meio a visitas oficiais e seguimentos de agenda diplomática dos EUA.
Contexto regional
No Vaticano, Leão 14 manteve o tom de apelo à paz global, destacando que conflitos alimentam tiranias e afetam populações civis. A fala sobre corrupção, credibilidade de autoridades e a necessidade de responsabilidade foi repetida durante missões oficiais.
Em Bamenda, Camarões, o papa reiterou que a paz não precisa ser inventada, mas abraçada, valorizando o próximo como irmão. O discurso reforçou a visão de resolução de conflitos por meio do diálogo e da cooperação regional.
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