O submarino nuclear russo K-141 Kursk, de 18 mil toneladas, afundou no Mar de Barents, no Ártico, em agosto de 2000, durante exercícios. Construído para ser uma fortaleza subaquática, terminou como um túmulo de metal após uma explosão inicial causada por torpedos de teste. A tragédia evidenciou riscos das armas estratégicas sob águas geladas.
A identidade envolvida inclui a Marinha Russa, a tripulação de 118 homens e equipes de resgate internacionais que atuaram nas primeiras horas. O incidente ocorreu durante uma manobra de treinamento em ambiente frio e remoto, complicando operações de salvamento.
O curso dos acontecimentos aponta para falhas técnicas e protocolares. Entre elas, a troca de combustíveis instáveis no torpedo, demora na detecção de incêndio e atraso na ajuda internacional nas primeiras horas decisivas. O Kursk afundou a cerca de 108 metros de profundidade, deixando 23 sobreviventes.
Estrutura e falhas técnicas
O casco do Kursk era da classe Oscar II, com compartimentos estanques e casco duplo de aço com alto teor de níquel. Ainda assim, a incidência de falhas apontou para deficiência em sistemas de alerta de incêndio nas salas de torpedos e para manutenção de combustíveis obsoletos.
Esforços de resgate
Mergulhadores britânicos e noruegueses abriram a escotilha, encontrando o interior silencioso. A tecnologia de salvamento russa enfrentou entraves, e a demora nas negociações diplomáticas atrasou as tentativas de resgate.
Legado e lições
Em 2001, houve o resgate do casco e recuperação de corpos, um empreendimento de engenharia complexo. Os destroços servem como lembrança dos riscos de manuseio de armamentos químicos e das lições de resgate subaquático para marinhas ao redor do mundo.
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