Um tribunal federal de Abuja, na Nigéria, condenou 386 pessoas por acusações de terrorismo. Os réus tinham ligações com o ISWAP ou com o Boko Haram. As sentenças variam de cinco anos à prisão perpétua, segundo informações de autoridades. O processo começou com 508 investigados.
As condenações ocorrem em meio a pressões internacionais, incluindo os Estados Unidos, para conter o terrorismo e proteger comunidades vulneráveis. A decisão reforça o combate ao extremismo no âmbito interno do país, onde ataques têm alvo comunidades cristãs.
Entre os assistidos pelo veredito, dois foram absolvidos, oito receberam baixa e 112 casos foram adiados, conforme apurou a BBC. O governo Nigerian nega violência religiosa de forma institucional, mas analistas relatam ataques contra locais de culto e lideranças cristãs.
O ISWAP e o Boko Haram atuam principalmente nas regiões central e norte. O ISWAP é visto como responsável por ações que atingem comunidades agrícolas cristãs, em meio a um cenário de alto risco de perseguição religiosa, segundo especialistas.
O tema da violência religiosa volta a ganhar destaque desde 2025, quando os EUA reintroduziram a Nigéria na lista de Países de Preocupação Especial. O país enfrenta décadas de conflitos, com dezenas de milhares de mortes e deslocamentos massivos.
Contexto histórico aponta que o Boko Haram, fundado em 2002, segue com uma agenda violenta apesar de mudanças de liderança. Analistas ressaltam que a situação envolve fatores além da religião, como disputas por recursos e oportunidades econômicas.
Estudos indicam que ataques contra cristãos continuam ocorrendo, especialmente em Kaduna e regiões vizinhas. Observadores defendem que políticas públicas devem incluir combate ao extremismo e proteção de comunidades vulneráveis.
As informações para esta notícia são baseadas em fontes internacionais e no acompanhamento de organizações de direitos religiosos. Não foram divulgados contatos de outros portais.
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