O Papa Leão XIV criticou a exploração de pessoas por regimes autoritários durante uma missa em Angola, nesta segunda-feira. O pontífice afirmou que a violência e a opressão vão contra a mensagem cristã, dirigindo o recado a fiéis na cidade de Saurimo, próxima à fronteira com a República Democrática do Congo. A fala integra uma série de observações sobre desigualdade feitas em sua viagem pela África.
A visita faz parte de uma turnê de dez dias que passa por quatro países africanos. O roteiro inclui 11 cidades e vilas, com quase 18 mil quilômetros percorridos em 18 voos, configurando uma das viagens mais ambiciosas já realizadas por um papa. O objetivo central é dialogar sobre guerra, exploração de recursos naturais e desigualdade.
No fala nas celebrações, o Papa reiterou que toda forma de opressão contraria os ensinamentos cristãos. Ele já havia criticado, em momentos anteriores da viagem, atos de exploração promovidos por líderes conhecidos e denunciado abusos de poder sem citar nomes. A imprensa questionou se os discursos estavam direcionados a figuras específicas, mas o Vaticano afirmou que as falas são de alcance amplo e não direcionadas a indivíduos em particular.
Contexto da viagem
A rota africana inclui paradas em quatro países e abrange várias cidades, com foco em temas de paz, justiça social e responsabilização de potências globais. A agenda papal também envolveu declarações sobre conflitos no Oriente Médio e ataques entre Estados, reforçando a posição de neutralidade e diálogo promovida pelo pontífice.
Acompanham a comitiva papal assessores e jornalistas. As declarações do Papa foram feitas ao longo de múltiplos atos religiosos e encontros com fiéis, sempre destacando a necessidade de evitar violência e justificar a dignidade humana. O papado continua mantendo o tom firme em defesa de direitos humanos na arena internacional.
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