O papa Leão, em Angola, afirmou nesta segunda-feira que muitas pessoas no mundo são exploradas por autoritários e enganadas pelos ricos. A declaração ocorreu durante uma missa em Saurimo, próximo à fronteira com a República Democrática do Congo.
O pontífice também disse que a violência, a opressão, a exploração e a desonestidade vão contra a mensagem cristã, reforçando que a ressurreição de Cristo não ocorre em meio a tais condutas.
A viagem de 10 dias pelo continente africano é a terceira etapa de uma missão que passa por 11 cidades e vilas, em quatro países, totalizando quase 18 mil quilômetros em 18 voos.
Leão, o primeiro papa a visitar os EUA, tem sido alvo de críticas pela forma direta com que aborda desigualdade e guerras, mantendo um tom contundente sobre o comportamento de lideranças globais sem citar nomes.
No fim de semana, o pontífice condenou a exploração de recursos naturais na África por despotas e tiranos, conforme revelou a cobertura da imprensa. As falas foram registradas pela imprensa internacional.
No decorrer da turnê, ele afirmou aos jornalistas que seus discursos foram preparados com antecedência e não teriam alvo específico, destacando críticas a crises atuais sem apontar pessoas em particular.
Contexto da viagem
A agenda africana de Leão envolve visitas a várias comunidades, encontros com fiéis e discursos sobre justiça social, paz e dignidade humana, em um esforço por incentivar diálogo entre nações e religiões.
Desdobramentos
O papa também comentou, sem citar nomes, que ataques entre potências regionais alimentam tensões e dificultam soluções diplomáticas para conflitos regionais. A cobertura aponta um tom globalista em sua mensagem.
Fontes suplementares indicam que a turnê foi planejada com meses de antecedência, buscando abordar temas de pobreza, migração e governança, em consonância com a doutrina social da Igreja Católica.
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