A União Europeia ampliará os critérios de suas sanções contra o Irã para incluir os responsáveis pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. A ação foi anunciada por dois diplomatas da UE, em Bruxelas e Paris, em data desta terça-feira. O objetivo é responsabilizar quem obstrui a passagem de navios no estreito estratégico.
O estreito permanece praticamente fechado há quase dois meses, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. A medida impacta os fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito, com consequências para mercados de energia e commodities.
Mais de uma dúzia de navios-tanque navegaram por Ormuz após o Irã ter declarado brevemente o estreito aberto na sexta-feira. No entanto, o acordo de cessar-fogo ficou em risco após a apreensão de um navio iraniano pelos EUA.
Houve acordo político entre os embaixadores para ajustar o regime de sanções, incluindo pessoas e entidades envolvidas na obstrução da liberdade de navegação. A designação oficial depende de tramitação institucional na UE.
A equipe do Serviço Europeu de Ação Externa precisará de semanas para preparar a nova listagem, conforme uma segunda fonte diplomática. O SEAE cuidará de pessoas e entidades; a Comissão lida com restrições setoriais.
Em janeiro, a UE já designou a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista e, em março, listou autoridades iranianas por violações de direitos humanos. As medidas seguem o contexto de tensão regional.
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