A Lockheed Martin assinou um contrato para integrar o míssil Patriot PAC-3 MSE ao sistema de combate Aegis da Marinha dos Estados Unidos. A empresa disse hoje que é a primeira vez que o interceptador do Exército será implantado em navios da marinha, em resposta a ameaças hipersônicas da China no Pacífico.
A medida visa reforçar o escudo antimísseis que protege a frota de destróieres da US Navy. A implantação ocorre após meses de planejamento e avaliação de capacidades ofensivas de mísseis hipersônicos, com foco na dissuasão e na defesa naval.
A Reuters destacou, em outubro de 2024, que a Marinha vinha avançando nos planos de armar navios com interceptadores PAC-3 MSE, motivada pelo temor de armas hipersônicas chinesas.
A integração envolve desenvolver interfaces e adaptar o controle de fogo para o conjunto Aegis, que hoje utiliza interceptadores da família SM e o RIM-162 Evolved SeaSparrow. A ideia é ampliar a camada de defesa a bordo.
O PAC-3 MSE é mais ágil e usa o conceito hit to kill, atingindo o alvo com impacto direto, aumentando a eficácia contra mísseis de manobra de alta velocidade.
Segundo a empresa, a adoção do interceptador acrescenta uma camada adicional de proteção aos navios equipados com Aegis, fortalecendo o envelope defensivo da frota em operação no Pacífico.
A demanda por mísseis Patriot deve crescer nos próximos anos. Um acordo com o Pentágono, assinado em janeiro, prevê triplicar a produção de PAC-3 MSE, de cerca de 600 para mais de 2.000 unidades por ano até 2031.
A iniciativa marca a primeira etapa concreta para a instalação do interceptador do Exército em navios da Marinha, segundo a Lockheed Martin. A empresa enfatiza que o desenvolvimento envolve cooperação entre as partes envolvidas.
Autoridades não divulgaram datas específicas de implantação, apenas indicaram que o projeto está em andamento e que os planos consideram uma resposta integrada às ameaças no Pacífico.
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