O governo japonês planeja liderar o impulso na produção nacional de armamentos após a suspensão da proibição de exportação de armas, afirmou o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, ao Nikkei Asia. A medida busca facilitar a previsibilidade de receitas para as empresas do setor.
Koizumi explicou que o governo irá trabalhar com o Ministério da Economia, Comércio e Indústria para planejar investimentos, apoiando tanto grandes corporações quanto startups. O objetivo é reduzir gargalos estruturais e ampliar parcerias.
A ampliação da produção inclui a possibilidade de exportação de destróieres, como a fragata da classe Mogami, já despertando interesse internacional. O ministro reiterou a intenção de manter o equilíbrio entre exportações e a robustez da defesa japonesa.
Atração de mercados e cooperação internacional
Segundo Koizumi, países como Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia já manifestaram interesse em equipamentos japoneses, com propostas que vão desde destróieres usados a versões modernizadas da Mogami. A ideia é fortalecer a indústria local e a cadeia de suprimentos.
O ministro afirmou que o Japão pretende manter uma avaliação criteriosa sobre cada projeto, incluindo possíveis compras de tecnologia de defesa, com foco na segurança pacífica e estável da região. A produção interna de drones também foi destacada como prioridade estratégica.
Koizumi enfatizou ainda a cooperação com os Estados Unidos, citando práticas de co-desenvolvimento e produção conjunta quando cabível. A posição é manter exportações apenas para compradores que garantam uso responsável e adequado.
A avaliação de riscos envolve a necessidade de não depender unicamente do setor privado e de alinhar exportações com a capacidade de defesa do próprio Japão. O objetivo é sustentar uma base industrial capaz de atender a demanda internacional sem comprometer a segurança nacional.
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