O segundo mandato de António Guterres à frente da ONU termina em 31 de dezembro de 2026, abrindo espaço para a disputa pela sua sucessão. As sabatinas começaram nesta terça-feira, 21 de abril, em Nova York, com audiências públicas de três horas cada uma. Participam representantes de 193 Estados-membros e da sociedade civil.
Quatro candidatos já se manifestaram. Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, incorpora experiência longa na ONU, incluindo cargos-chave como diretora-executiva da ONU Mulheres e alta comissária de Direitos Humanos. Rafael Grossi, atual chefe da AIEA, traz foco em segurança nuclear.
Perfil dos candidatos
Rebecca Grynspan, de Costa Rica, dirige a UNCTAD desde 2021 e representa a segunda mulher na disputa. Macky Sall, ex-presidente do Senegal, é o único candidato sem passagem pelo sistema da ONU, com experiência na União Africana. O grupo concilia questões de reforma e crise do multilateralismo.
A busca pelo cargo envolve pressões políticas. Estados costumam defender que a próxima líder alinhe-se aos valores norte-americanos, segundo o embaixador dos EUA, Mike Waltz. O tema geopolítico influencia o escrutínio aos candidatos, especialmente no Conselho de Segurança.
Desafios e contexto
A América Latina reivindica o cargo com base em uma tradição de rotatividade regional, enquanto muitos preferem a inclusão de uma mulher na liderança. A dinamicidade financeira da ONU e a crise de confiança no multilateralismo aparecem entre os temas centrais.
Entre os pontos em análise, está a visão sobre reformas internas e a capacidade de manter alianças com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, que detêm poder de veto. As sabatinas prosseguem ao longo de dois dias, em Nova York.
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