A Itaipu Binacional anunciou a implantação de um sistema de câmeras com alcance de até 12 km, visando flagrar crimes na região do Lago de Itaipu. O projeto conta com um investimento estimado de 65 milhões de reais e será realizado pela própria usina em parceria com órgãos de segurança.
A iniciativa é dividida em duas fases e está em processo de licitação, sem data prevista de conclusão. A tecnologia será instalada no Lago, com monitoramento compartilhado com a Polícia Federal e o Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom), dedicado a operações em Foz do Iguaçu.
O sistema inclui câmeras ópticas de longo alcance, de dia e à noite, além de radares de superfície para detectar movimentos. O objetivo é aprimorar a repressão a crimes transnacionais na tríplice fronteira, onde Brasil, Paraguai e Argentina convergem.
Segundo o Nepom, o controle facilitará ações rápidas em resposta a movimentações suspeitas no lago. A ideia é criar um centro de comando que mobilize equipes localmente diante de indícios de ilícitos transnacionais. A Itaipu ressalta a proteção ambiental da faixa de proteção.
A região é alvo de interesse de criminosos para o transporte de atividades ilícitas, motivo pelo qual a parceria entre a usina e as forças de segurança tem ganhado ênfase. A tecnologia deve permitir identificação de embarcações suspeitas e melhorar a vigilância da fronteira fluvial.
Anergia da operação não apenas se concentra na captação de imagens; há expectativa de integração de dados para apoiar ações conjuntas. A Itaipu afirma que o sistema facilitará o compartilhamento de informações entre órgãos de segurança pública e a própria usina.
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