Um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte é apontado como responsável por desviar quase US$ 300 milhões em criptomoedas. O ataque ocorreu em 18 de abril contra a plataforma KelpDAO, que oferece rendimentos sobre depósitos digitais. A invasão ocorreu via dois servidores de blockchain usados por outra plataforma, a LayerZero, permitindo a emissão indevida de um token ligado ao Ethereum por mensagem falsificada. Motivo provável: financiamento do programa nuclear norte‑coreano.
A LayerZero informou que o golpe movimentou cerca de US$ 290 milhões, equivalente a cerca de US$ 1,4 bilhão. Evidências iniciais sugerem atuação de um agente estatal altamente sofisticado, possivelmente o grupo Lazarus. A empresa ressaltou que não houve contaminação entre blockchains e que outros ativos não foram atingidos.
Contexto estratégico do crime
Ataques cibernéticos são citados como fonte de recursos para a Coreia do Norte, sujeita a sanções internacionais. Dados da ONU apontam uso de fundos para sustentar o programa nuclear. O Departamento do Tesouro dos EUA estimou, em novembro, que já foram subtraídos mais de US$ 3 bilhões desde 2022 em ações contra instituições e plataformas.
Esquemas relacionados e impactos
Além disso, autoridades apontam que o regime recorre a crimes cibernéticos e fraude em TI para levantar fundos. Recentemente, dois americanos foram apontados em prisão nos EUA por envolvimento num esquema que permitiu infiltração de trabalhadores de TI norte‑coreanos em mais de 100 empresas, com uso de identidades roubadas.
O que significa para o ecossistema
Especialistas destacam que o caso não causou contaminação entre plataformas, mas evidencia vulnerabilidades em pontes de interoperabilidade DeFi. Investigadores continuam apurando a extensão do ataque e apontam possíveis rotas de recuperação de ativos e responsabilização dos responsáveis.
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