Nesta quarta-feira (22), forças do Irã atacaram três navios no Estreito de Ormuz. A ação ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, prorrogar de forma unilateral e indefinida o cessar-fogo entre as duas nações. O Irã afirmou que as embarcações navegavam sem permissão.
Segundo a agência Tasnim, dois dos navios foram apreendidos e escoltados até a costa iraniana: o porta-contêineres MSC Francesca, com bandeira do Panamá, e o Epaminondas, de bandeira da Libéria. A MSC é de origem suíça, o Epaminondas pertence à Technomar Shipping, da Grécia.
Dados da plataforma MarineTraffic indicam que ambos permaneceram parados próximo à costa, em sinal de represália relacionada à apreensão de um cargueiro ligado ao Irã por EUA em águas internacionais. A Tasnim afirmou que os navios violaram normas de segurança marítima sem as autorizações cabíveis.
O terceiro navio atacado é o porta-contêineres Euphoria, também com bandeira panamenha. Um dos navios teria sido alvejado por um barco da Guarda Revolucionária, provocando danos significativos na ponte de comando, segundo o UKMTO (Reino Unido).
Não houve relatos de feridos entre as tripulações dos navios. O Irã afirmou que manterá o controle rígido da passagem pelo Estreito de Ormuz e condicionou a liberdade de navegação à remoção de restrições impostas pelos EUA. A Grécia, por meio de fontes citadas pela ANA-MMP, negou a apreensão do Epaminondas.
O Estreito de Ormuz é rota estratégica para o petróleo e o gás do Golfo Pérsico. O Irã tem aumentado restrições na passagem desde o início de tensões regionais envolvendo Israel e EUA. Teerã sinalizou que retomará negociações com Washington apenas com o fim do bloqueio naval.
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