Justin Sun, fundador da Tron, abriu um processo federal na Califórnia contra a World Liberty Financial, instituição por trás do WLFI. O executivo afirma que seus tokens foram congelados, seus direitos de voto retirados e suas posses ameaçadas de destruição, sem aviso, causa ou recurso. A tentativa ocorre na Califórnia, na esfera federal, na terça-feira.
Sun tornou-se o maior detentor de WLFI ao gastar 75 milhões de dólares no fim de 2024. Em setembro, a carteira dele foi colocada na lista negra pela World Liberty após movimentos que teriam violado termos de investimento, segundo o empreendimento, enquanto Sun nega intenção de venda.
A disputa, que ganhou contornos públicos no início deste mês, envolve alegações de uma suposta porta dos fundos no contrato do WLFI. Sun acusa a World Liberty de tratar a comunidade cripto como caixa eletrônico, enquanto a empresa nega as acusações e vê medidas sob governança já acordadas.
Contexto e governança
Especialistas citados pelo Decrypt destacam a tensão entre a forma como o WLFI foi comercializado e o que o contrato realmente permite. Um token com características de participação descentralizada pode restringir direitos de forma unilateral, conforme avaliação de especialistas.
Advogados consultados ressaltam a necessidade de transparência em controles de AML e de sanções on-chain. O andamento do caso pode exigir avaliação sobre se houve justificativa legal ou discricionariedade centralizada, além de impactos regulatórios em outras jurisdições.
O mercado de WLFI mostra queda: o token opera em torno de US$ 0,08, após atingir recorde de US$ 0,33 em setembro, conforme dados de monitoramento. A defesa de cada parte deve esclarecer como são aplicadas as regras de governança e de conformidade contratual.
Créditos: reportagem baseada em material do Decrypt.
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