O governo da Argentina, liderado pelo presidente Javier Milei, impediu a entrada de jornalistas credenciados na Casa Rosada nesta quinta-feira (23). A medida ocorreu após um suposto caso de espionagem envolvendo imagens registradas com óculos inteligentes durante reportagem de uma emissora local. A avaliação de segurança levou à suspensão do acesso por impressão digital.
A decisão foi anunciada pelo diretor de comunicação, que explicou a retirada de credenciais como medida preventiva diante de uma denúncia de segurança. Um jornalista da Reuters, que costuma cobrir a sede do governo, não conseguiu entrar na manhã de hoje.
A emissora TN havia utilizado imagens captadas com óculos inteligentes, segundo a reportagem, o que gerou críticas do presidente. Em resposta, a instituição jornalística informou que a medida restringe o direito de informar e o acesso público à informação.
Representantes de jornalistas credenciados à Casa Rosada emitiram uma nota dizendo que a decisão é injustificada e sinaliza um ataque à liberdade de imprensa, à prática jornalística e ao direito do público de ser informado. Motivações de segurança foram apontadas pela gestão.
Desde a posse de Milei, autoridades e jornais têm enfrentado atritos públicos, com críticas sobre o tratamento a repórteres e à cobertura da administração. Organizações de defesa da imprensa destacam deterioração das relações entre governo e mídia.
(Dobrado por Marta López e Eliana Raszewski, em Buenos Aires)
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