O Partido Verde do Reino Unido votou a favor de classificar o sionismo como uma forma de racismo, decisão que gerou críticas da comunidade judaica britânica e do governo israelense. Em resposta, Israel proibiu a entrada do líder da legenda, Zack Polanski, no país e passou a considerar o partido como “uma entidade que dá legitimidade ao terrorismo”.
Polanski, que é judeu e não votou a moção, disputa nesta quinta-feira (8) uma cadeira no Parlamento britânico pelo distrito eleitoral londrino do ex-primeiro-ministro Keir Starmer, que está vago.
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Os Verdes descrevem o sionismo como “um projeto político etnonacionalista” e voltam a cobrar do governo trabalhista britânico o fim do comércio de armas com Israel. A sigla obteve 6% dos votos nas eleições de 2024 e aparece com cerca de 10% nas pesquisas mais recentes.
Em comunicado divulgado no domingo (4), o partido afirmou que “a moção também reafirma o apoio do Partido Verde ao direito à autodeterminação e defende a criação de um único Estado democrático em toda a Palestina histórica“.
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O vice-presidente da legenda e defensor da proposta, Mothin Ali, disse à Sky News, no sábado (3), que o elevado número de vítimas palestinas durante a ofensiva israelense em Gaza foi o principal pano de fundo da votação.
“A moção define o sionismo com bastante clareza. Define como um movimento etnonacionalista. Define como limpeza étnica. Define como genocídio“, declarou.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou, em publicação no X, que a moção “constitui um texto claramente antissemita segundo a definição da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), já que nega o direito do povo judeu à autodeterminação“.
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O conceito de sionismo, movimento que inspirou a fundação do Estado moderno de Israel no século 20, é alvo de controvérsia, assim como suas implicações para os direitos de não judeus em Israel e nos territórios vizinhos.
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