O Irã divulgou vídeos, via imprensa estatal, que mostram agentes da Guarda Revolucionária Islâmica apreendendo dois navios cargueiros no Estreito de Ormuz. Um vídeo mostra soldados mascarados abordando o MSC Francesca, porta-contêus, e embarcando no navio.
Apreensões foram anunciadas após o Irã afirmar que o MSC Francesca, com bandeira do Panamá, e o Epaminodes, com bandeira da Libéria, operavam sem autorização e adulteravam sistemas de navegação. Um terceiro navio, o Euphoria, também foi alvo de disparos, mas não chegou a ser apreendido.
Pedágios no Estreito e contexto regional
Segundo a agência EFE, Hamidreza Haji Babaei, vice-presidente do Parlamento iraniano, informou que os primeiros pagamentos dos pedágios cobrados pelo trânsito no estreito já começaram a chegar ao Banco Central. O projeto de lei para formalizar a cobrança foi aprovado por uma comissão, mas ainda precisa do aval no plenário.
A Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, sugeriu que os pedágios podem chegar a US$ 2 milhões por navio ou variar conforme a carga. A agência indica que o faturamento pode chegar a US$ 100 bilhões anuais, superando as estimativas de receita com petróleo, em cerca de US$ 80 bilhões.
Declarações oficiais e repercussões
O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã só negocia com EUA e Israel para encerrar o conflito se o bloqueio naval aos portos iranianos for suspenso. Em redes sociais, ele afirmou que a única forma de alcançar direitos é por meio do reconhecimento do povo iraniano.
Esta semana, o bloqueio naval dos EUA fez com que 31 navios iranianos retornassem aos portos e outros dois tivessem sido apreendidos, segundo autoridades locais. As ações acontecem em meio a tensões na região e a negociações sobre o cessar-fogo vigente desde o dia 7.
Entre na conversa da comunidade