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México envia 500 militares à fronteira após EUA relatarem tiros

Operação começou em Tamaulipas, área disputada por cartéis; presidente mexicana diz não ter recebido evidências do ataque

Trecho do rio Bravo com margens cobertas de vegetação.
Rio Bravo no município de Mier, em Tamaulipas, na fronteira entre México e Estados Unidos | Imagem de arquivo (Crédito: William L. Farr/Wikimedia Commons)

O México enviou 500 militares para a fronteira com os Estados Unidos depois que Washington relatou que suas tropas foram alvo de tiros na região. A medida foi anunciada pela presidente Claudia Sheinbaum nesta segunda-feira (5).

A mobilização teve início em Tamaulipas, estado vizinho ao Texas e palco da disputa entre os cartéis do Nordeste e do Golfo. Desde fevereiro de 2025, os dois grupos são classificados por Washington como “organizações terroristas estrangeiras”.

Em entrevista coletiva, Sheinbaum disse que o governo americano comunicou por escrito a ocorrência de “disparos a partir da fronteira mexicana em direção aos Estados Unidos”. Segundo ela, porém, o México não recebeu “nenhuma evidência” do episódio.

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“Não temos nenhuma evidência que nos tenha sido apresentada de que, de fato, houve esses disparos de arma de fogo”, afirmou a presidente, que é de esquerda.

Ainda assim, depois da denúncia, as Forças Armadas mexicanas sugeriram aos Estados Unidos uma operação militar no trecho da fronteira cortado pelo rio Bravo.

O embaixador americano no México, Ronald Johnson, celebrou a iniciativa no X. Segundo ele, a embaixada “ajuda a coordenar com as forças mexicanas que estão sendo deslocadas para a área de fronteira onde foram registrados disparos contra membros da Guarda Costeira dos Estados Unidos“.

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Desde que voltou à Casa Branca, em 2025, Donald Trump tem mandado militares ao México para estimular o combate ao narcotráfico e à imigração irregular pela fronteira.

O presidente americano já ofereceu ajuda militar a Sheinbaum, mas ela recusou repetidas vezes qualquer interferência dos Estados Unidos.

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