Amal Khalil, jornalista libanesa de 43 anos, foi morta em um ataque efetuado por forças israelenses na região sul do Líbano, nesta quarta-feira. O ataque também feriu a fotógrafa Zeinab Faraj, que era colega de Khalil, segundo fontes do Hezbollah e do Ministério da Saúde do Líbano. A equipe estava em al-Tiri quando o veículo foi atingido.
Khalil trabalhava para o jornal al-Akhbar e havia relatado, em 2024, ter recebido uma ameaça vinda de um número israelense que ordenava a saída do sul do Líbano, sob pena de morte. A jornalista também mencionou avisos sobre a destruição de sua casa e decapitação.
Segundo a associação de jornalistas do Líbano, as buscas para resgatar Khalil foram interrompidas por disparos de forças israelenses que teriam utilizado granadas de choque. O corpo de Khalil foi retirado do escombro quase seis horas após o ataque.
O Exército israelense informou que identificou dois veículos que teriam saído de uma estrutura militar ligada ao Hezbollah e alegou que um deles representou uma ameaça imediata ao se aproximar das tropas, citando violação de uma linha de defesa. O Exército negou mirar em jornalistas.
Organizações internacionais de defesa da imprensa condenaram o ataque. A repórter sem Fronteiras e o CPJ ressaltaram violações ao direito humanitário e a obstrução de socorro médico. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, classificou o incidente como crime de guerra.
Investigação e desdobramentos
Parágrafo adicional: A imprensa local e internacional aguarda esclarecimentos sobre o momento exato do ataque e a atuação de equipes de resgate, que teriam enfrentado dificuldades para chegar ao local devido aos conflitos em curso.
Parágrafo adicional: Reportagens de Haaretz sobre saques atribuídos a militares israelenses na região foram recebidas com condenação, enquanto as autoridades israelenses afirmam ter tomado medidas disciplinares quando necessário.
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