Os Estados Unidos vão sediar uma segunda reunião entre enviados do Líbano e de Israel nesta quinta-feira, em Washington. Beirute busca prolongar o cessar-fogo com o Hezbollah, mediado pelos EUA.
O encontro ocorre um dia após ataques israelenses no Líbano que deixaram ao menos cinco mortos, incluindo a jornalista Amal Khalil. O dia 22 de abril foi o mais letal desde a entrada em vigor da trégua, em 16 de abril.
Tropas israelenses permanecem a 5 a 10 km ao longo da fronteira libanesa. O Hezbollah afirma ter direito a resistência; Israel avisa moradores do sul para evitar a área.
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O Líbano é representado pela embaixadora Nada Moawad, em Washington, que buscará a extensão do cessar-fogo e o fim das demolições em vilarejos do sul. O presidente Aoun ressalta ataques a jornalistas como tentativa de ocultar agressões.
Hassan Fadlallah, do Hezbollah, diz que a trégua implica interromper ataques, cessar destruição e retirar tropas, com retirada condicionada a ações do Estado libanês. O governo libanês pretende, inicialmente, estender o cessar-fogo e avançar em negociações.
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Os objetivos de Israel incluem o desmantelamento do Hezbollah e a criação de condições para um acordo de paz, alinhando-se ao governo libanês. O país busca clarear sua posição quanto à fronteira e à retirada das organizações armadas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participa da reunião, junto com o embaixador israelense Yechiel Leiter. Rubio já havia mediado o encontro entre Leiter e Moawad, em 14 de abril, marco de diálogo entre as partes.
Washington nega vínculo entre a mediação no Líbano e as negociações com o Irã. O Hezbollah associa a trégua à pressão iraniana, não à influência americana, segundo suas declarações.
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