Para o Portal Tela, a redação apresenta os fatos de forma objetiva, sem opiniões.
Beit Lif, vila no sul do Líbano, sofreu demolições militares israelenses que destruíram grande parte de suas casas, próximo à fronteira com Israel. A ação ocorreu após o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, ainda em vigor há uma semana. Moradores dizem que as demolições avançaram até a praça central, reduzindo a área a montes de concreto. Autoridades locais temem o deslocamento de famílias sem perspectiva de retorno.
A Cruz Vermelha Libanesa informou que sua equipe e profissionais da imprensa foram alvejados durante a evacuação de jornalistas, na quarta-feira, 22. Uma repórter foi encontrada morta sob os escombros de uma casa. Uma fotojornalista foi resgatada, enquanto outra jornalista permaneceu presa por horas até ser retirada. Quatro civis que estavam no veículo à frente também morreram. A apuração segue sob responsabilidade das autoridades libanesas.
Demolições e risco humanitário
As demolições afetam várias aldeias próximas à fronteira; o acesso das equipes de resgate é dificultado pela segurança. Observadores apontam que bairros inteiros estão sendo destruídos, gerando preocupações sobre deslocamentos em massa caso o cessar-fogo não se sustente.
Ataque a jornalistas e resposta internacional
O Ministério da Saúde libanês classificou o incidente de Tayri como violação grave do direito humanitário, ao atacar jornalistas e impedir o acesso a auxílio médico. Forças de Israel negaram obstruir resgate e informaram que o episódio está sendo investigado. O CPJ expressou indignação e pediu apuração rigorosa sobre ataques a profissionais de imprensa. O governo libanês afirmou que buscará responsabilização internacional.
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