O Pentágono informou, em uma apresentação confidencial aos membros do Congresso dos EUA, que a retirada de minas do Estreito de Ormuz poderia levar até seis meses, com provável impacto nos preços globais de combustíveis. A avaliação foi divulgada pelo jornal Washington Post com base em fontes anônimas.
Segundo o relatório, o Irã pode ter colocado 20 minas ou mais no Estreito e em áreas próximas. Algumas teriam sido fixadas na água a distância via tecnologia GPS, enquanto outras teriam sido instaladas com embarcações pequenas, dificultando a detecção.
Um porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, contestou a notícia, afirmando que uma data de seis meses é improvável e inaceitável. Ele explicou que a informação veio de uma sessão confidencial a portas fechadas e indicou que vários pontos apresentados são incorretos.
A Guarda Revolucionária do Irã já havia alertado, em meados de abril, sobre uma zona perigosa de 1.400 quilômetros quadrados que poderia abrigar minas. O contexto envolve o fechamento quase integral do estreito desde o início da escalada no fim de fevereiro.
Antes do conflito, quase 20% do petróleo e gás consumidos mundialmente passavam pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento global. As autoridades de defesa brasileiras destacam a importância de manter informações técnicas com cautela e confirmação de fontes.
Entre na conversa da comunidade