Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Projeto de incineração de lixo em Fiji enfrenta colonialismo do desperdício

Projeto de incineração de resíduos em Fiji, avaliado em US$ 630 milhões, pode elevar emissões em 25% e impactar o turismo ecoturístico local, segundo estudo ambiental

Moradores participam de uma reunião comunitária sobre uma proposta para construir uma controversa usina de incineração de resíduos para geração de energia em Viseisei, a 15 km do importante polo turístico de Nadi.
0:00
Carregando...
0:00

Um projeto de incineração de lixo em Fiji, com foco em transformar resíduos em energia, enfrenta resistência de moradores, autoridades e especialistas. O plano envolve a construção de um porto e de um incinerador a menos de 15 km de Nadi, porta de entrada do turismo no arquipélago. O orçamento é de US$ 630 milhões e a previsão é consumir 900 mil toneladas de lixo não reciclável por ano. A proposta afirma que permitiria atender cerca de 40% da demanda elétrica nacional, reduzindo a dependência de diesel.

Segundo estudos de impacto ambiental apresentados pela empresa TNG, a iniciativa pode elevar as emissões de gases de efeito estufa do país em cerca de 25%. A avaliação aponta riscos para o ecoturismo e para a segurança de comunidades nas proximidades, que incluem hotéis e escolas. Moradores tradicionais destacam a importância da região para a pesca e o turismo local.

Reação local e contexto

Empresários australianos envolvidos, Ian Malouf e Rob Cromb, vêm tentando viabilizar o projeto há anos. Cromb teve encontros com comunidades para esclarecer o plano, mas reconhece preocupações com segurança ambiental, transparência e a dimensão da proposta. Há quem afirme que o projeto pode desvalorizar a imagem internacional de Fiji.

Em redes sociais, o embaixador de Fiji junto à ONU, Filipo Tarakinikini, afirmou que não se deve transformar a costa de Vuda, ao norte de Nadi, em “cinzeiro do Pacífico”. Tarakinikini alertou para contaminação da cadeia alimentar por cinzas e dioxinas, classificando o empreendimento como “colonialismo do desperdício”.

Contexto regulatório e próximos passos

Relatos apontam que, no passado, a ideia de incinerador semelhante em Sydney foi rejeitada em 2018 por riscos à saúde humana. O governo de Fiji segue analisando impactos e alternativas, enquanto autoridades destacam impactos potenciais no turismo local. O ministério do Turismo enfatiza que a implantação pode afetar a percepção turística da região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais